Nossos próximos encontros serão

Daimoku da União - dia 18/08, quarta-feira, as 19:00 hs.

Reunião de Membros e Convidados - dia 19/08, quinta-feira, as 17:00hs.

O local está indicado na sua programação.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Espírito de procura

Abutsu-bo, um modelo de espírito de procura (1)
(Brasil Seikyo, edição nº 1832, 18/02/2006, página A7.)

Pergunta: Poderia esclarecer quem foi Abutsu-bo?

Resposta: Endo Tamemori, que posteriormente veio a ser conhecido por Abutsu-bo, era um guerreiro samurai que serviu o imperador aposentado Juntoku, em Quioto. Numa tentativa fracassada de destronar o regime Hojo, Juntoku acabou sendo exilado juntamente com seu leal samurai Endo à miserável Ilha de Sado, acusados de rebelião contra o Shogunato Kamakura.
Após a morte de Juntoku, Endo assumiu o nome budista de Abutsu-bo, contração do nome do buda Amida, reverenciando incessantemente sua imagem pelo repouso de seu mestre. Tornou-se também um respeitado líder de uma vila agrícola que rodeava o vale central da Ilha de Sado, vale esse em que Nitiren Daishonin cumpriu seu exílio no período de 1271 a 1274. Daishonin fora exilado a esta ilha logo após a Perseguição de Tatsunokuti liderada por Hei no Saemon, sub-chefe da polícia militar da época.

Nitiren viveu nesse período numa cabana de madeira chamada San-maido, adotada como abrigo para os visitantes de um cemitério das proximidades. Cadáveres de indigentes e criminosos eram amontoados e abandonados lá. Este era o aspecto da Ilha de Sado. Um local gélido em que neve se acumulava e nunca derretia e para o qual eram enviados os criminosos do Japão. Os demais moradores, na maioria seguidores da seita Nembutsu, eram inclusive instruídos a manterem distância dos exilados e de maneira alguma oferecer qualquer tipo de ajuda. Todos, incluindo Abutsu-bo, odiavam Nitiren Daishonin, enfurecidos por ele criticar a crença no Buda Amida.
Numa noite, Abutsu-bo aproximou-se da cabana em ruínas, e encontrou Daishonin e Nikko Shonin. Disposto a matar Daishonin, começou a questioná-lo sobre as denúncias ao Buda Amida. À medida que ouvia respostas a todas as questões e sobre a grandiosidade da Lei Mística, Abutsu-bo ficou comovido pela elevada condição de vida e benevolência de Nitiren Daishonin e finalmente desfez-se de sua fé e jurou segui-lo por toda a vida. Estava tão impressionado que, ao retornar ao lar, converteu também sua esposa, Senniti-ama.

Desde então, Abutsu-bo passou a proteger Daishonin enviando-lhe alimentos juntamente com Senniti-ama arriscando a própria vida. O casal levava, inclusive, penas de escrever e outras necessidades. Abutsu-bo chegou a levar uma mesa para tornar mais fácil a Nitiren Daishonin a tarefa de escrever suas obras. Como resultado desta devoção de Abutsu-bo, pesados impostos caíram sobre ele e seu feudo foi confiscado.

Com o apoio de Abutsu-bo, Daishonin foi capaz de escrever muitos de seus mais importantes trabalhos em Sado, incluindo os escritos “Carta de Sado”, “O Objeto de Devoção para a Observação da Mente” e “Abertura dos Olhos”.

Em reconhecimento à sua pura fé, Nitiren Daishonin inscreveu-lhe o Gohonzon. Podemos entender a consideração de Daishonin para com seu idoso discípulo na seguinte passagem do escrito “Sobre a Torre de Tesouro”: “Abutsu-bo, você merece ser chamado de líder desta província do norte. Seria possível que o Bodhisattva Jogyo tivesse renascido neste mundo como Abutsu-bo e tivesse vindo me visitar? Quão maravilhoso! Está além de minha capacidade compreender o porquê o senhor possuir tão pura fé.”

Devido à sinceridade e pureza da fé e coragem inabalável de Abutsu-bo, podemos hoje e por toda a posteridade, compartilhar algumas das mais importantes obras de Daishonin em que ele concentrou a essência de seus ensinos.

Fontes de consulta:
Terceira Civilização, edição no 363, novembro de 1998, pág. 36.
Prefácio, Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. I

Abutsu-bo, um modelo de espírito de procura (2)
(Brasil Seikyo, edição nº 1833, 25/02/2006, página A7.)

Pergunta: O que podemos aprender a partir da prática de Abutsu-bo?

Resposta: No início de 1274, Nitiren Daishonin foi perdoado de seu exílio à ilha de Sado por Hojo Tokimune. No momento de sua partida da ilha foi acompanhado pelo idoso casal Abutsu-bo e Senniti-ama, que se dedicaram sinceramente durante três anos servindo e protegendo o mestre no exílio. Na despedida, eles determinaram manter e propagar todos os ensinamentos de Daishonin em Sado.

Assim que retornou a Kamakura, Daishonin foi convocado para se apresentar diante de Hei no Saemon, subchefe da polícia militar. Saemon queria saber quando as forças mongóis atacariam o Japão. Daishonin assegurou-lhe que a invasão ocorreria dentro de um ano e advertiu-o que as orações das outras seitas budistas não poderiam salvar a nação. Como sua advertência foi ignorada, e também por ser a terceira advertência não atendida pelo governo, Daishonin deixou Kamakura e partiu em maio de 1274 para viver no sopé do Monte Minobu.

Em Sado, conforme os dias passavam, a ansiedade do idoso Abutsu-bo de reencontrar Daishonin aumentava. Finalmente, ele decidiu visitar Daishonin no Monte Minobu mesmo que isso significasse arriscar sua vida numa longa e perigosa viagem. Ele sabia que teria de atravessar a fúria do Mar do Norte do Japão para chegar ao Monte Minobu e caminhar aproximadamente 400 milhas através de densas florestas e terrenos acidentados, atravessando montanhas e campos. Nitiren Daishonin elogiou especialmente a esposa de Abutsu-bo, Senniti-ama, por sua sinceridade em encorajar o marido a viajar para reencontrá-lo em Minobu.

Abutsu-bo fez ao todo três viagens. Em 21 de março de 1279, aos 91 anos de idade, Abutsu-bo faleceu pacificamente em Sado.

O presidente Ikeda afirma que o admirável e destemido espírito de procura de Abutsu-bo é como o espírito dos membros da SGI que viajam até o Japão para aprimorarem-se na prática da fé e como dos membros atuais do Grupo Muitos Tesouros (Taho-kai) [Grupo da Soka Gakkai no Japão formado por membros com mais de 65 anos].

Em seus escritos, Daishonin descreve o significado da Torre de Tesouro enfatizando a sinceridade dos oferecimentos de seu estimado discípulo. Por exemplo, em “Carta a Abutsu-bo” consta: “Nos Últimos Dias da Lei, não há outra Torre de Tesouro além das figuras de homens e mulheres que abraçam o Sutra de Lótus”, e “Abutsu-bo é a própria Torre de Tesouro e esta é o próprio Abutsu-bo. Qualquer outra interpretação é desnecessária”.

Numa outra passagem encontramos: “O senhor pode pensar que ofereceu doação à Torre de Tesouro do Buda Taho, mas não é exatamente isso. O senhor ofereceu a si mesmo.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. I, pág. 347.)

Aqui Nitiren Daishonin assegura que fazer oferecimentos ao Gohonzon é o mesmo que fazer oferecimentos a si mesmo. Portanto, estimar e valorizar o Gohonzon equivale a estimar e valorizar a si próprio. Aqui reside o âmago da fé e a essência do budismo.

Daishonin esclarece que nos Últimos Dias da Lei nós próprios que recitamos o Nam-myoho-rengue-kyo, independentemente da posição social, somos a Torre de Tesouro (Gohonzon) e que a Torre de Tesouro (Gohonzon) somos nós. Este ensino foi totalmente ignorado e distorcido pelo clero [da seita Nikken] que colocou a si próprio numa posição de respeito acima dos adeptos e manteve os seguidores subservientes pelo seu autoritarismo.

A admiração de Daishonin pela pura fé de seu discípulo motivou-o a nomeá-lo de Abutsu Shonin. O título “Shonin” significa “O Honrado”. Era para pessoas como Abutsu-bo que Daishonin concedia os títulos de “sábio”, “honrado” e “digno”. Esta descrição também aplica-se da mesma forma a todos nós que lutamos e superamos as dificuldades com base na prática da fé dentro do harmonioso mundo da Soka Gakkai.

Fontes de consulta:
Brasil Seikyo, edição no 1.249, 13 de novembro de 1993, pág. 3.
Ibidem, edição no 1.401, 8 de fevereiro de 1997, pág. 4.
Terceira Civilização, edição no 243, novembro de 1988, pág. 36.
Os escritos de Nitiren Daishonin.
Espírito de Procura

Num trecho do poema “Brasil seja monarca do mundo”, o presidente Ikeda escreve: “A verdadeira crença eleva e une os homens, abre e une os corações. Mestre e discípulo – a solidariedade verdadeira entre os seres humanos. Eis porque a relação entre mestre e discípulo é espírito de procura, desenvolvimento constante e uma relação eterna (...)”.

Porque Sensei diz que a relação entre mestre e discípulo é espírito de procura?
Quando buscamos um aprendizado realmente mais profundo sobre a vida, é indispensável encontrarmos um mestre que nos ensine e nos dê exemplos de vida. Todos os praticantes do budismo tiveram um mestre que passaram a ele os ensinamentos da filosofia budista. E todos os discípulos buscaram saber mais através do espírito de procura. Assim, quando caminhamos unidos com os veteranos da fé, temos a oportunidade de nos desenvolver rapidamente e conseguir dar grandes passos em direção a nossa revolução humana.

Sakyamuni ou Siddharta quando deixou sua vida de príncipe, foi movido por um enorme espírito de procura que o fez querer saber sobre os quatro sofrimentos da vida. Apesar de muito jovem, Siddharta era extremamente perspicaz e compreendeu rapidamente que ele e todas as pessoas enfrentavam igualmente os quatro sofrimentos da vida – nascimento (neste mundo dominado pelos problemas), envelhecimento, doença e morte. Embora estivesse cercado de suntuosidade, foi compelido pelo irresistível desejo de fazer algo a respeito desses sofrimentos, a renunciar à herança real, ao ambiente luxuoso e até mesmo à família. Almejando atingir a iluminação, passou a seguir uma vida de abnegação como a dos ascetas de sua época. Após um período de tempo considerável, descobriu que essa forma de viver era em vão. Retornou a uma vida mais moderada e engajou-se a uma profunda meditação até que finalmente atingiu seu objetivo. A fim de transmitir a todos a iluminação que havia alcançado, pregou durante cinqüenta anos deixando muitos ensinos, dentre eles o Sutra de Lótus.
Assim a filosofia foi sendo passada através dos séculos, de mestre a discípulo, graças ao espírito de procura de Sakyamuni e de cada um dos seus discípulos.
Nitiren Daishonin, o Buda Original dos Últimos Dias da Lei, estudou diversos ensinos budistas e mais profundamente, o Sutra de Lótus. Através do seu espírito de procura, analisou a vida e suas manifestações, atingindo a iluminação por si só – com sua própria compreensão – revelando a verdade fundamental da vida, o Nam-myoho-rengue-kyo.

Para nós discípulos de Nitiren Daishonin, o espírito de procura é o desejo de compreendermos as palavras do Sutra de Lótus e de colocá-las em prática na nossa vida, iniciando assim a nossa revolução humana.

Mas onde buscamos as respostas para o nosso espírito de procura?
O espírito de procura dentro da filosofia budista é algo essencial para o nosso desenvolvimento, para que possamos fazer a nossa revolução humana. Por isso, a nossa participação nas atividades da BSGI, nas reuniões de palestra, nas reuniões de estudo, nas reuniões comemorativas e nos encontros com o mestre, onde recebemos as diretrizes e os ensinamentos do presidente Ikeda e a nossa disposição para estudar os Goshos e colocar seus ensinamentos em nossa vida, também refletem nosso espírito de procura.

Participando de todas as atividades estamos manifestando o nosso espírito de procura. Mas o mais fundamental ensino, onde aprendemos realmente o que há de mais profundo em nossa vida, é a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. Só através do Daimoku, da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo é que a verdade da nossa vida é revelada. Em síntese nosso espírito de procura nos leva à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.

Como disse Nitiren Daishonin “Algumas pessoas crêem no budismo como chamas ardentes enquanto outras como água corrente”. Como água corrente significa crer continuadamente sem nunca retroceder e sem se abalar pelas dificuldades. Para isso temos que ter um contínuo espírito de procura que nunca cessa, sempre procurando o nosso aprimoramento. Por isso o Sensei diz que é “desenvolvimento constante e uma relação eterna”.

O budismo não escraviza os participantes com dogmas pré-concebidos. Ao contrário, é uma filosofia viva e prática transmitida de pessoa a pessoa, de mestre para discípulo. É dito que os ensinos de um mestre somente podem ser transmitidos para um discípulo que mantém um puro espírito de procura. Se não fosse assim, o budismo não poderia ser compreendido, nem tampouco os ensinos de um mestre poderiam fluir continuamente para as novas gerações.

sábado, 15 de maio de 2010

Reunião Divisão dos Universitários "Rancor - para que?"

Ola amigos,

no último sábado, dia 08/05, aconteceu uma maravilhosa reunião da Divisão dos Universitários da Área Ilha. O tema da reunião foi "Rancor - para que?" onde pudemos refletir sobre esse perigoso sentimento. A reunião contou com a participação do Dr. Celso da Silva, membro da DS e psicólogo do grupo Flor de Lótus da BSGI.
Lembrando Fernando Pessoa, poeta português (1988-1935) há um poema que diz:

"Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
A reunião iniciou com a leitura de um texto de Paulo Coelho que trata sobre a necessidade de encerrarmos ciclos e virarmos as páginas da nossa vida. E em seguida valiosas orientações nos foram passadas.

Encerrando Ciclos
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrandocapítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida comcartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do momento ideal.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, não voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

domingo, 9 de maio de 2010

Revolução humana

Revolução humana (1)

(Brasil Seikyo, edição nº 1654, 01/06/2002, página A6.)

O termo “revolução humana” foi utilizado pela primeira vez pelo segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda. Logo após o lançamento do Seikyo Shimbun, ele escreveu um romance que seria publicado em série nesse jornal. O presidente Ikeda descreve esse episódio da seguinte forma: “Logo após a publicação da primeira edição do Seikyo Shimbun na primavera de 1951, o Mestre disse um dia com a mão no bolso do paletó:

“— Escrevi um romance. Já que vai sair no jornal, talvez seja necessária a publicação em série.
“O Mestre parecia estar acanhado, porém satisfeito.
“O material para o primeiro número já estava pronto e guardado dentro de seu bolso. Assim, nasceu o romance Revolução Humana, que ele escreveu sob o pseudônimo de Myo Goku. Senti nesse intante que um dia teria que dar continuidade a esse romance.” (Revolução Humana, vol. 1, pág. 7.)
Na seqüência, o presidente Ikeda esclarece a razão que o levou a continuar escrevendo essa obra nas seguintes frases:

“Compreendi na ressonância de sua voz que minha missão era transmitir corretamente para a posteridade o espírito e a vida do Mestre Jossei Toda; e este era seu desejo...
“Seja como for, a grandiosa revolução humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade. — Eis o assunto do romance.” (Ibidem, págs. 8-9.)
Com essas palavras, sentimos a profundidade do significado do termo “revolução humana”, que abrange a reforma individual da vida de cada pessoa, ou seja, sua forma de viver, pensar e agir visando a fortalecer seu caráter e transformar seu mau carma.
Revolução humana não é algo extraordinário ou distante da nossa vida diária. Ela se desenvolve enquanto buscamos o auto-aprimoramento e criamos a paz no local onde vivemos por meio de nossa própria atuação.
A vida é uma constante luta contra nossas próprias tendências negativas. Nós mudamos constantemente. Mas a questão fundamental é se essas mudanças nos fazem avançar ou retroceder, ou seja, mudar nosso foco egocêntrico e limitado ou adquirir uma visão mais ampla dos acontecimentos que nos cercam.
Nada é mais imprescindível, e ao mesmo tempo mais difícil, que transformar a si mesmo. É mais fácil dizer “Este é meu jeito”. Porém, precisamos desafiar e transformar nossas tendências negativas para que elas não cresçam com o passar dos anos. O Budismo de Nitiren Daishonin abre o caminho justamente para isso: permite descobrirmos a entidade do “eu superior e essencial”, ou seja o Nam-myoho-rengue-kyo nas profundezas da nossa vida. Por meio da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, nossa vida se torna repleta de energia vital e de sabedoria, criando assim forças para enfrentarmos as dificuldades em direção à própria revolução humana.

Revolução humana (2)
(Brasil Seikyo, edição nº 1655, 08/06/2002, página A6.)
A prática do Budismo de Nitiren Daishonin, que se baseia na recitação do Gongyo e do Daimoku diariamente, proporciona o fortalecimento do estado interior das pessoas, fazendo com que manifestem uma força ilimitada para transformar as adversidades em oportunidades e avançar rumo à revolução humana.
Por isso, o budismo ensina que todas as pessoas, sem exceção, possuem inerentemente um ilimitado potencial e que, por meio do desafio contínuo em busca da revolução humana, ele será manifestado. Com isso, elas podem estabelecer uma personalidade independente e invencível, sendo capazes de ultrapassar todas as situações que a vida impõe com coragem, sem cair em impasses. Dessa forma, são capazes de criar um ritmo de pleno avanço por toda a existência, encarando os sofrimentos como oportunidades de aperfeiçoamento.
É um erro analisar a vida apenas com base nas características do presente. Se uma pessoa simplesmente disser: “Eu sou tímida e serei assim por toda a minha existência”, jamais será capaz de evidenciar seu verdadeiro potencial para avançar. Mas sem ser necessário mudar totalmente suas características, é possível tornar-se uma pessoa que, embora seja tímida, dirá as palavras certas nos momentos adequados e com convicção, por exemplo. O mesmo ocorre com uma pessoa impaciente; ela poderá aproveitar essa característica para que as tarefas ao seu redor sejam concretizadas de forma rápida e eficiente.
Porém, vale ressaltar que a luta pela revolução humana deve ser empreendida juntamente com outras pessoas, que contribuirão para polirmos nossa vida e mudarmos alguns aspectos que nos fazem retroceder. Unirmos aos outros visando a um objetivo comum — a felicidade da humanidade —, contribuirá muito para avançarmos.
O grandioso movimento pela propagação do Budismo de Nitiren Daishonin promovido em nossa organização nas diversas formas de atividades não tem outro objetivo senão proporcionar uma oportunidade concreta para as pessoas realizarem a revolução humana, dedicando-se em prol das demais.
Na nossa caminhada visando à revolução humana, em que ponto devemos tomar cuidado?
A Revolução Humana não se consegue de um dia para o outro. É uma jornada árdua e longa. Talvez não sejam suficientes, mas os três pontos a seguir são muito importantes.

Em primeiro lugar, devemos ter inabalável decisão de fazer a revolução humana por meio da prática da fé do Budismo de Nitiren Daishonin. Sem que haja uma manifestação constante da energia vital obtida com intenso Daimoku recitado ao Gohonzon, seremos presas fáceis da própria fraqueza e dos obstáculos que aparecem diante de nós.
Em segundo lugar, devemos ter habilidade e a coragem de refletir honestamente sobre as nossas próprias fraquezas ou falhas, e a todo custo procurar vencê-las. É tendência matural de um ser humano apontar com muita facilidade os erros e defeitos dos outros e não conseguir ver os seus próprios. Entretanto, a revolução humana se inicia ao saber ver e reconhecer os próprios erros e defeitos que impedem o seu desenvolvimento. Nós que somos membros da BSGI devemos estar sempre em contato com os dirigentes veteranos, para que eles possam nos apontar as nossas falhas e defeitos vitais de modo que possamos vencê-los por meio da pratica da fé.
Em terceiro lugar, a revolução humana se realiza dentro da própria realidade em que vivemos os místicos hindus, os sábios taoistas e muitos outros retiraram-se parcial ou completamente da sociedade a fim de não serem corrompidos pela mancha da avareza, do egoísmo e da ira que são tão opressores na sociedade humana em todo o mundo. O Budismo, contudo, ensina que a flor de lótus floresce mais pura e perfeitamente imaculada justamente num pântano sujo. Não importando o quanto possa ser corrupta a sociedade em que vivemos, o alcance da iluminação é uma conclusão natural desde que mantenhamos a fé no supremo budismo. Ninguém que abraça o gohonzon necessita viver numa caverna longe do mundo secular ou tornar-se um mendigo para purificar a sua vida. Em vez disso, atirando-se no meio da luta contra as duras realidades da vida, empenhando-se na recitação do Gongyo e Daimoku e na realização do Chakubuku podemos transformar todas as circunstancias desfavoráveis em fertilizantes para o nosso próprio progresso. Eis a atitude correta de quem trilha o caminho da revolução humana.
(do livro Guia Pratico do Budismo, pg 75/76)
REVOLUÇÃO HUMANA

"A grandiosa Revolução Humanade uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade."

O principal benefício do Gohonzon
Decidimos praticar o Budismo de Nitiren Daishonin justamente para receber os benefícios do Gohonzon. É obvio que ninguém se converte esperando algum malefício.
O que é então benefício? Eis uma pergunta que todos já fizeram alguma vez. Em ultima analise, beneficio significa revolução humana que, em outras palavras, é a revelação do estado de Buda, ou jobutsu.
Principalmente entre os japoneses, quando se fala em jobutsu concebe-se a idéia de morte. Para mudar essa concepção, o presidente Jossei Toda empregou a expressão revolução humana.
Por outro lado, quando falamos em benefício, logo pensamos em transformar a pobreza em riqueza, a desarmonia em harmonia, a doença em saúde etc. não há duvida de que tudo isso são comprovações dos benefícios da pratica do Budismo. Entretanto, ainda são benefícios menores. O Presidente Jossei Toda sempre dizia que se os benefícios do Gohonzon fossem comparados ao tamanho da Terra, os benefícios que as pessoas obtem não passariam ainda do tamanho de uma bola de pingue pongue. Podemos dizer que a nossa idéia de beneficio, ainda é restrita.
De forma concreta, beneficio indica um fortalecimento da energia, que é o fator principal para alcançarmos a percepção da circunstancia do estado de Buda. É justamente aqui que se encontra a finalidade ultima do Budismo de Nitiren Daishonin.”
(Guia Prático do Budismo do Budismo, pg 123)
Uma transformação em nossa determinação inicialmente produzirá uma transformação nos limites internos de nossa vida; isso nos possibilita a manifestar qualidades de excelente saúde, uma força abundante e uma ilimitada sabedoria. Uma vida que foi transformada dessa forma conduzirá outras em direção à felicidade e se comprometerá em extinguir o mal. Também terá um impacto na sociedade e no meio ambiente, transformando ambos num paraíso de paz e prosperidade.
Temos de combater o sentimento de incapacidade e pessimismo que manifestam-se em nosso interior. E “Viva para Vencer” é fazer a revolução humana de si próprio.

domingo, 2 de maio de 2010

Aprimoramento de líderes


Prezados amigos,

No domingo passado, dia 25/04, os líderes de blocos e comunidades do Distrito Tauá tiveram a oportunidade de participar de um maravilhoso aprimoramento com a presença do Sr. Eiichi Sago. Durante sua explanação o Sr. Sago nos relembrou passagens da vida do Buda Nitiren Daishonin, destacando o profundo respeito que devemos ter pelo Buda Original dos Últimos Dias da Lei. Ressaltou a importancia da propagação da Lei através da realização do chakubuku e nos incentivou na consolidação dos Blocos Monarcas.


Parabéns a todos que participaram.

domingo, 25 de abril de 2010

Encontro dos Corações


Queridas membros da Divisão Feminina,

Na última quinta feira, dia 22, foi realizado o primeiro Encontro dos Corações do ano de 2010. Com base no diálogo sincero e caloroso de nossas DFs o encontro foi maravilhoso!!!
Contamos com a participação de D. Marina, veterana de nossa organização, como convidada. Sua experiência e sabedoria passados com muita energia à nossas companheiras foi o ponto alto da reunião!!

Obrigada a todas que compareceram e contribuiram para a reunião.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fé, prática e estudo

Fé, Prática e Estudo (Shin gyo gaku)

O princípio Fé, Prática e Estudo é fundamental para a prática correta do Budismo de Nitiren Daishonin.
A “fé” é o ato de acreditar nos ensinos de Daishonin como a mais elevada religião dos Últimos Dias da Lei (Mappo).
A “prática” consiste em praticar corretamente o budismo em exata conformidade com seus ensinamentos.
O “estudo” refere-se ao ato de buscar o aprendizado dos ensinamentos budistas. Quando se falha em qualquer um desses três itens, não é possível desenvolver uma correta prática do Verdadeiro Budismo.
Nitiren Daishonin definiu a diretriz de “fé, prática e estudo” da seguinte forma: “Creia no Gohonzon, o maior objeto de devoção do mundo. Esforce-se destemidamente para forjar uma fé suficientemente forte para receber a proteção de Sakyamuni, Taho, e todos os outros budas. Exerça-se nos dois caminhos da prática e do estudo. Não somente o senhor deve perseverar, mas também deve ensinar aos outros. Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Deve contar aos outros com a melhor de sua habilidade, mesmo que seja somente a respeito de uma única sentença ou frase.” (END, vol 1, pág. 369)

Essa frase ensina que o Gohonzon é o supremo objeto de devoção da prática budista e que nossa fé deve ser "suficientemente forte” para receber a proteção das funções do universo. Daishonin enfatiza também a importância do empenho na “prática” e no “estudo” tendo a “fé” como base.
O budismo é muito rigoroso com relação a esse princípio. Mesmo que uma pessoa acredite no Gohonzon, mas não se empenha na prática, sua crença não passa de uma “fé” meramente teórica. É uma fé que não se enquadra no padrão da crença budista.Daishonin declara que sem a prática e o estudo “não pode haver budismo”. Isso significa que o budismo pulsa somente na vida daquele que se empenha sinceramente na fé e na prática. Ele ensina também que a fé é a base da prática e dos estudo, pois “tanto a prática como o estudo surgem da fé”. Como resultado do empenho na prática e no estudo, pode-se experimentar a grandiosidade do budismo na vida diária pela comprovação dos benefícios, o que torna a fé mais forte e inabalável.

A fé no Gohonzon é a base do exercício budista.
Nitiren Daishonin revelou a essência do budismo em forma de Gohonzon
Daishonin declarou: “O mais importante é recitar o Nam-myoho-rengue-kyo de tal modo que possa alcançar o estado de Buda. Tudo depende da força de sua fé. O budismo toma a fé como fonte fundamental da iluminação” (Resposta à Dama Nitinyo, END, vol. 1, pág.326).

A prática do Budismo de Nitiren Daishonin pode ser dividido em dois tipos: prática individual (jigyo) e prática altruísta (keta). A prática individual consiste na recitação diária do Gongyo e Daimoku para beneficiar a si próprio. A prática altruísta consiste em dedicar-se na propagação do budismo e nas atividades para o desenvolvimento do Kossen-Rufu a fim de beneficiar outras pessoas, ou seja, é a realização do Chakubuku.
Nitiren Daishonin afirma: “Recite determinadamente o Nam-myoho-rengue-kyo e recomende os outros a fazerem o mesmo. Isso permanecerá como a única lembrança da sua presente vida no mundo humano.” (Perguntas e Respostas sobre Abraçar o Sutra de Lótus.END, vol.5, pág 18)
O objetivo do estudo é aprofundar a fé e fortalecer a prática. Por essa razão, estudar o budismo e não agir corretamente é o mesmo que nada.
O Pres. Ikeda sintetizou a finalidade do estudo em quatro pontos:
1-Estuda-se o budismo para adquirir uma correta visão da vida, da sociedade e dos objetivos;
2- Para nutrir a prática da fé e o empenho nas atividades;
3- Para avançar e crescer dia após dia; e
4- Para cultivar a capacidade de orientação e para oferecer incentivos a todos os companheiros.
Quando uma pessoa fortalece a fé no Gohonzon por meio do estudo do budismo, torna-se capaz de sanar suas dúvidas com relação à prática e vencer as dificuldades da vida.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Reunião de Palestra de Abril


Amigos e amigas da Comunidade Village,

Nossa Reunião de Palestra de Abril foi um sucesso!!!! Tivemos um comparecimento de 53 membros e convidados. Todos foram brilhantes!!! A presença do Sr. Paulo Roberto (vice-presidente da BSGI e coordenador geral do Rio de Janeiro) foi para nós um presente e o reconhecimento pelo nosso esforço em realizarmos atividades cada vez melhores para todos nós.

Participaram da apresentação da nossa Reunião:


Paulo Roberto, vice-presidente da BSGI e coordenador geral do Rio de Janeiro (gongyo)
Luciano, responsável da DS do bloco Santos Dumont (palavras de boas vindas)
Jonathan, membro da DE (relato)
Bruno, membro da DE (mensagem da Divisão de Estudante)
Jeanice, responsável da DFJ do bloco Rozauro Zambrano (dinâmica)
Luis Cláudio, vice-responsável da comunidade Village (matéria)
Marta, vice-responsável do bloco Santos Dumont (relato)
Jeanice, responsável da DFJ do bloco Rozauro Zambrano e Junior, responsável da DMJ do distrito Tauá (incentivos DFJ / DMJ)
Marco Aurélio, responsável da DMJ do bloco Rozauro Zambrano (relato)
Eliane Magina, responsável da DF da Comunidade Village (agradecimentos e incentivos)
Carlos Vinícius, responsável da DMJ da área Ilha (momento cultural)
Ângelo, vice-responsável da DS da comunidade Village (agradecimentos e incentivos)
Paulo Roberto, vice-presidente da BSGI e coordenador geral do Rio de Janeiro (dirigente convidado)
Jonathan e Juan, membros da DE (shykai)
Allen, vice-responsável da DFJ do bloco Rozauro Zambrano (cerejeira)

Agradecemos a todos que compareceram, membros e convidados, que ajudaram a realizar essa grande atividade!!

Vamos todos embarcar nesse grande barco!